O BRASIL TEM O MENOR PREÇO DE ENERGIA EÓLICA DO MUNDO. Notícias

18
jan

O BRASIL TEM O MENOR PREÇO DE ENERGIA EÓLICA DO MUNDO.

Segundo a empresa de pesquisa Bloomberg New Energy Finance (BNEF), as energias solares fotovoltaicas e a energia eólica onshore são, atualmente, as fontes renováveis mais baratas disponíveis para 2/3 da população global.

A última análise da BNEF mostra que o LCOE (Levelized Cost of Energy) ou Custo Nivelado de Energia gerada pela energia eólica onshore e por placas fotovoltaicas em escala de utilidade caiu, desde o segundo semestre de 2019, para U$ 44 e $ 50 / MWh, ou seja 9 e 4%, respectivamente. Enquanto isso, o LCOE de referência para armazenamento de bateria caiu para U$ 150 / MWh, cerca de 50% do que era há dois anos. Veja na figura abaixo os dados de LCOE para o primeiro semestre de 2020.

 

Fonte: BloombergNEF. Nota: Os cálculos do LCOE excluem subsídios ou créditos fiscais. O gráfico mostra o LCOE de referência para cada país em U$/MWh.  CCGT: Turbina a Gás de Ciclo Combinado.

 

ENERGIA EÓLICA: As turbinas maiores reduzem o custo desta energia renovável.

A energia eólica onshore teve sua queda mais significativa no custo desde 2015. Isso se deve principalmente a um aumento no tamanho da turbina, agora com média de 4,1 MW, e com preço de cerca de U$ 0,7 milhão/ MW para projetos financiados recentemente.

No Brasil, por exemplo, onde os recursos eólicos são amplos, depois da crise econômica de 2016, o custo de capital para projetos eólicos aumentou em até 13%. A análise do BNEF sugere que as taxas de empréstimo mais recentes caíram para os níveis vistos antes desta crise. Isso significa que os melhores projetos eólicos onshore da categoria podem atingir um LCOE de U$ 24/MWh, ou seja, o valor mais baixo do mundo. Enquanto isso, os principais projetos nos EUA, Índia e Espanha seguem em U$ 26, U$ 29 e U$ 29 por MWh, respectivamente, excluindo-se subsídios como créditos fiscais.

 

ENERGIA FOTOVOLTAICA: Redução de 9% nos custos.

Na China, o maior mercado fotovoltaico do mundo, o benchmark para energia solar é de U$ 38 / MWh, ou seja, uma queda de 9% em relação ao segundo semestre de 2019, após uma rápida adoção de módulos monocristalinos de melhor desempenho. As usinas de energia solar instaladas recentemente no país estão, agora, quase no mesmo nível do custo operacional das usinas movidas à carvão, ou seja, uma média de US $ 35 / MWh. Isso é muito significativo à medida que a China avança em sua agenda de desregulamentação, abrindo a concorrência no setor de energia.

Globalmente, estima-se que alguns dos projetos fotovoltaicos mais baratos financiados nos últimos seis meses serão capazes de atingir um LCOE de U$ 23-29/MWh, assumindo retornos competitivos para seus investidores de capital.

Esses projetos podem ser encontrados na Austrália, China, Chile e nos Estados Unidos, onde, com certeza, competirão fortemente com os combustíveis fósseis.

 

CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO DE ENERGIA: Baterias de até 30 MWh.

Outro fator que pode desbloquear os custos das energias renováveis é a capacidade de armazenamento em baterias. Hoje, a BNEF estima que a capacidade média dos projetos de armazenamento fica em cerca de 30 MWh, um aumento de quatro vezes em comparação a 7 MWh por projeto, quatro anos atrás. Desde 2018, o aumento dos tamanhos dos projetos, combinado com uma base de fabricação em rápida expansão e produtos químicos mais baratos, reduziram pela metade o LCOE de armazenamento de energia. O benchmark LCOE global da BNEF está agora em $ 150 / MWh para sistemas de armazenamento de bateria com uma duração de quatro horas.

A China tem, segundo a BNEF, os custos de armazenamento mais baixos do mundo, ou seja, US $ 115/ MWh. Essa vantagem competitiva depende principalmente da proximidade dos desenvolvedores com a cadeia de suprimentos do equipamento e do uso mais difundido de produtos químicos, como fosfato de lítio e ferro, mais baratos. Em comparação, o custo nivelado/MWh das Turbinas a Gás de Ciclo Aberto (CCGT) está hoje entre U$ 99 nos EUA e U$ 235 no Japão, com a China em U$ 145.

A análise do LCOE feita pela BNEF é baseada em informações sobre projetos reais que já iniciaram suas construções e informações de preços proprietários de fornecedores. Seu banco de dados cobre cerca de 7.000 projetos em 25 tecnologias (incluindo os vários tipos de carvão, gás e geração nuclear, bem como energias renováveis), situados em 47 países ao redor do mundo.

Considerando que o preço do carvão e do gás caíram, recentemente, nos mercados mundiais, a competição entre os combustíveis fósseis e as energias renováveis segue forte em 2021. Esperamos que a sustentabilidade vença.


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Fonte: Smart Energy International | Jan, 5th
Tradução e adaptação: Rubens de Oliveira Jr.
Imagem: Pixabay

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