Muitas empresas ainda não perceberam, mas a sustentabilidade ganhou assento definitivo nas reuniões de diretoria . O conceito ficou em pé nas três bases (ambiental, social e econômico) quando os agentes financeiros reconheceram a sua materialidade para os grandes projetos.
Mas, para a indústria, a sustentabilidade foi realmente traduzida no chão de fábrica, onde a gestão eficiente de energia, água e recursos naturais são, definitivamente, os diferenciais competitivos em tempos de crise. As reduções de custos, graças a uma gestão eficiente destes insumos naturais se transformaram em sustentabilidade na sua mais pura forma: a sobrevivência.
Este conceito sofisticado, que incomodava e confundia os gestores ambientais, define, hoje, um produto de qualidade, com rastreabilidade, produzido de forma responsável e com resultados financeiros coerentes com o segmento do negócio.
Aquelas práticas sustentáveis que eram, num passado próximo, os diferenciais das grandes corporações, passam a chamar a atenção de outros níveis do mercado. São dois motivos principais: a exigência de conformidade em toda a cadeia de produção e o reconhecimento das vantagens econômicas. Fazer uma Análise do Ciclo de Vida (ACV) de um produto não é mais pesquisa e desenvolvimento puro. É vantagem competitiva! Identificar a pegada hídrica ou de carbono em uma linha produtiva mostra quanto econômico e sustentável foi esse processo. E o consumidor pode decidir na hora de comprar. Rastrear a cadeia de serviços associada a um produto pode identificar sérios riscos financeiros e de imagem para uma empresa.
Ser sustentável não é mais tendência, é uma necessidade presente!
Rubens de Oliveira Jr. | Sócio na INSITEambiental
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