O mercado de recuperação ou revitalização de áreas contaminadas tem crescido exponencialmente no Brasil, principalmente nos estados mais industrializados das regiões Sul e Sudeste. O mercado global de remediação está estimado em U$ 123 bilhões para 2022. Isso significa que o mercado brasileiro deve alcançar perto dos U$ 10 bilhões neste período.
Com isso, a evolução das tecnologias de remediação de solos e águas subterrâneas também acompanha este mercado e, cada vez mais, tem se tornado um grande desafio para as consultorias ambientais. A decisão pela melhor tecnologia passa por um “ritual sagrado” que vai desde uma boa investigação feita na área em questão, estudos de bancada, ensaios pilotos e finalmente uma boa operacionalização do sistema de remediação escolhida.
Dessa forma, as consultorias ambientais, quando estão avaliando custos / tempo de remediação / riscos / eficácia do método / características específicas da área, chegam a um modelo multidimensional de difícil interpretação. A coisa pode até parecer simples, mas não é!
Por outro lado, os custos da pesquisa e desenvolvimento (P&D), ou seja, este “ritual sagrado”, para encontrar a melhor tecnologia de remediação, via de regra, aumenta os custos do projeto numa fase ainda muito prematura das decisões.
As tecnologias para descontaminação de solos e aquíferos evoluem a cada dia, complicando, ainda mais, esta tomada de decisões por parte da empresa que tem o passivo da contaminação. Não existe um regra única. Cada caso é um caso!
Minha experiência tem mostrado que alguns casos simples, podem ganhar uma complexidade, que beira a inviabilidade financeira, quando alguns pequenos detalhes não são considerados. Um exemplo desta situação é a falta de cuidado na localização das sondagens para amostragens do solo e da água subterrânea. Se uma sondagem for feita dentro de uma área com alta concentração, esse processo pode “arrastar” os contaminantes para uma a zona do aquífero que está mais profundo. Quando esta situação ocorre, uma zona contaminada relativamente pequena e que estava somente localizada no solo, pode encontrar uma área de alta permeabilidade e sair totalmente do controle. Agora, imagine que esta área permeável leve esta contaminação para fora da propriedade e atinja um poço de água potável de uma residência. Neste cenário hipotético, a tecnologia de descontaminação ou remediação era, a priori, de baixo custo pois a zona contaminada estava limitada no solo. Por outro lado, os “agravantes desta situação”, como se referem os advogados ambientais, mudaram completamente as perspectivas do custo e da complexidade técnica desta remediação.
No Brasil, contamos com a maioria das tecnologias modernas de descontaminação de solos e águas subterrâneas como: oxidação/redução química, remediação térmica, etc. Além disso, vários desenvolvimentos tem sido feitos com processos “mais naturais”como: bioremediação e fitoremediação, que apresentam excelentes custos/benefícios, dependendo da situação. Não podemos deixar de considerar as tecnologias consolidadas como: bombeamento, extração multifásica, estabilização, entre outras.
Mas, diante do que foi apresentado, o que é realmente importante considerar no momento de escolher a melhor tecnologia de remediação? Minhas principais recomendações são as seguintes:
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Fonte: Rubens de Oliveira Jr. | INSITE Ambiental
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