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COMO ESCOLHER A MELHOR TECNOLOGIA DE REMEDIAÇÃO PARA UMA ÁREA CONTAMINADA? Notícias

10
ago

COMO ESCOLHER A MELHOR TECNOLOGIA DE REMEDIAÇÃO PARA UMA ÁREA CONTAMINADA?

O mercado de recuperação ou revitalização de áreas contaminadas tem crescido exponencialmente no Brasil, principalmente nos estados mais industrializados das regiões Sul e Sudeste. O mercado global de remediação está estimado em U$ 123 bilhões para 2022. Isso significa que o mercado brasileiro deve alcançar perto dos U$ 10 bilhões neste período.

Com isso, a evolução das tecnologias de remediação de solos e águas subterrâneas também acompanha este mercado e, cada vez mais, tem se tornado um grande desafio para as consultorias ambientais. A decisão pela melhor tecnologia passa por um “ritual sagrado” que vai desde uma boa investigação feita na área em questão, estudos de bancada, ensaios pilotos e finalmente uma boa operacionalização do sistema de remediação escolhida.

Dessa forma, as consultorias ambientais, quando estão avaliando custos / tempo de remediação / riscos / eficácia do método / características específicas da área, chegam a um modelo multidimensional de difícil interpretação. A coisa pode até parecer simples, mas não é!

Por outro lado, os custos da pesquisa e desenvolvimento (P&D), ou seja, este “ritual sagrado”, para encontrar a melhor tecnologia de remediação, via de regra, aumenta os custos do projeto numa fase ainda muito prematura das decisões.

As tecnologias para descontaminação de solos e aquíferos evoluem a cada dia, complicando, ainda mais, esta tomada de decisões por parte da empresa que tem o passivo da contaminação. Não existe um regra única. Cada caso é um caso!

Minha experiência tem mostrado que alguns casos simples, podem ganhar uma complexidade, que beira a inviabilidade financeira, quando alguns pequenos detalhes não são considerados. Um exemplo desta situação é a falta de cuidado na localização das sondagens para amostragens do solo e da água subterrânea. Se uma sondagem for feita dentro de uma área com alta concentração, esse processo pode “arrastar” os contaminantes para uma a zona do aquífero que está mais profundo. Quando esta situação ocorre, uma zona contaminada relativamente pequena e que estava somente localizada no solo, pode encontrar uma área de alta permeabilidade e sair totalmente do controle. Agora, imagine que esta área permeável leve esta contaminação para fora da propriedade e atinja um poço de água potável de uma residência. Neste cenário hipotético, a tecnologia de descontaminação ou remediação era, a priori, de baixo custo pois a zona contaminada estava limitada no solo. Por outro lado, os “agravantes desta situação”, como se referem os advogados ambientais, mudaram completamente as perspectivas do custo e da complexidade técnica desta remediação.

No Brasil, contamos com a maioria das tecnologias modernas de descontaminação de solos e águas subterrâneas como: oxidação/redução química, remediação térmica, etc. Além disso, vários desenvolvimentos tem sido feitos com processos “mais naturais”como: bioremediação e fitoremediação, que apresentam excelentes custos/benefícios, dependendo da situação. Não podemos deixar de considerar as tecnologias consolidadas como: bombeamento, extração multifásica, estabilização, entre outras.

Mas, diante do que foi apresentado, o que é realmente importante considerar no momento de escolher a melhor tecnologia de remediação? Minhas principais recomendações são as seguintes:

  1. considere que não existe uma tecnologia que atenda a todas as situações de contaminação. Cada caso é um caso e deve ser avaliado considerando rigorosamente TODOS os critérios técnicos;
  2. via de regra, o prazo para realização de um projeto de remediação é inversamente proporcional ao custo deste. Esta é uma das variáveis mais importantes nessa composição de custos. Se a área em questão precisa ser liberada para um uso futuro e o prazo é curto, espere custos maiores, independente da tecnologia. É importante ressaltar que algumas tecnologias são melhores que outras neste quesito. Uma remediação térmica pode descontaminar muito rapidamente uma área impactada apenas no solo, por exemplo. Uma oxidação química no aquífero superficial pode ser operada mesmo com a área em uso. Estas vantagens e desvantagens devem ser consideradas;
  3. qualquer projeto de remediação deve considerar uma análise de risco e o processo de “atenuação natural” como premissas básicas para a tomada de decisão sobre a melhor tecnologia;
  4. antes de se preocupar com a tecnologia de remediação, é muito importante selecionar uma consultoria ambiental tecnicamente reconhecida e que consiga acompanhar o projeto do início ao fim. Com a publicação da Decisão de Diretoria 38 (DD-38) em 2017, o órgão ambiental do estado de São Paulo, que atualmente é uma referência em Gerenciamento de Áreas Contaminadas no Brasil, estabelece, com muita propriedade, as responsabilidades técnicas em projetos de avaliação e revitalização de áreas contaminadas.

Para Gerenciamento de Áreas Contaminadas a nossa empresa parceira é a GreenView (https://www.insiteambiental.com.br/areas-contaminadas/). Para entrar em contato conosco: contato@insiteambiental.com.br.


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Fonte: Rubens de Oliveira Jr. | INSITE Ambiental

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